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terça-feira, 28 de julho de 2015

DISCUTINDO OS PROBLEMAS DA ESCOLA








Dessa vez, o ponto de partida para a reflexão multidisciplinar promovida pelo projeto Cine Cult Manoel foi a realidade das escolas brasileiras. Na noite dessa segunda-feira, 27, os professores Janderson Paixão, Luciano Oliveira e Cristina Oliveira, que ministram, respectivamente, as disciplinas Educação Física, Geografia e Língua Espanhola no Colégio Estadual Manoel Messias Feitosa (CEMMF), em Nossa Senhora da Glória - SE, conduziram com habilidade um debate com os alunos de todas as turmas do turno noturno sobre os problemas enfrentados pelas escolas no Brasil.
A discussão, que mais uma vez contou com a participação efetiva e pertinente de diversos alunos, teve como estopim o documentário Pro Dia Nascer Feliz, do premiado diretor João Jardim, o mesmo que estreou em 2002 com “Janela da alma” e co-dirigiu “Lixo extraordinário”, com o qual foi indicado ao Oscar em 2011.
Em Pro Dia Nascer Feliz João faz um retrato da educação brasileira, ou melhor, uma radiografia, que revela o colapso do nosso sistema educacional e os sérios problemas que as escolas públicas enfrentam. A partir de depoimentos de alunos, pais e professores em três cidades brasileiras – Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo – o documentário faz um panorama da desigualdade por meio do contraste entre escolas desestruturadas com professores desmotivados e escolas com estruturas modernas e melhores condições de trabalho. João Jardim esboça assim um perfil dos jovens de 13 a 17 anos, com seus sonhos e frustrações, diante de uma realidade social que, para uns, limita completamente, enquanto para outros expande horizontes e possibilidades. Pro Dia Nascer Feliz evidencia como a desigualdade social, a pobreza e a violência, quando aliadas à má administração dos recursos públicos destinados à escola, podem destruir as expectativas de inúmeros estudantes brasileiros.
A partir do documentário, os alunos expuseram os problemas enfrentados por eles no Colégio Manoel Messias Feitosa e se identificaram com a realidade do filme a que assistiram. Um deles ressaltou o problema do transporte escolar, que, muitas vezes, é o que motiva a ausência de alunos residentes na zona rural; enfatizou ainda a precariedade da estrutura da escola, cuja reforma inacabada vem se arrastando há vários anos, falou até do desinteresse dos próprios alunos e das faltas de alguns professores.
O clima de reflexão permitiu aos professores a abordagem de alguns temas transversais relevantes como a segregação, discutida pelo professor Luciano Oliveira, a motivação, ressaltada pela professora Cristina Oliveira, e a importância de se realizarem atividades diferenciadas na escola, discutida pelo Professor Janderson Paixão. A propósito disso, tomei a palavra para chamar a atenção para a importância das práticas de letramento literário e de atividades culturais que possibilitem novos olhares e despertem o senso crítico dos alunos, abrindo outras perspectivas para sua realidade.
Finalmente, para encerrar as atividades da noite, em clima de Enem, os professores solicitaram que os alunos produzissem uma dissertação sobre os problemas da realidade educacional brasileira, ressaltados no documentário, e apontassem possibilidades de solução.
O projeto Cine Cult Manoel, que propõe o uso do cinema como recurso pedagógico para uma abordagem mais ampla dos temas transversais, vem mostrando resultados positivos e  está se revelando uma boa alternativa para potencializar as possibilidades de aprendizagem, reflexão, lazer e enriquecimento cultural do nosso aluno.

Jorge Henrique Vieira Santos

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sábado, 28 de março de 2015

CINEMA NA ESCOLA - OUTRAS FORMAS DE ENSINAR

Na noite desta sexta-feira, 27, no Colégio Estadual Manoel Messias Feitosa (CEMMF), em Nossa Senhora da Glória - SE, foi realizada com sucesso uma aula diferente. Os alunos de todas as turmas do turno noturno (1º, 2º e 3º ano do Ensino Médio) foram reunidos no pátio da escola para assistirem a uma aula ministrada, concomitantemente, por três professores de áreas distintas: José Adeilson, Matheus Ribeiro e Jorge Henrique, que ministram, respectivamente, as disciplinas História, Geografia e Língua Portuguesa. Foi a primeira experiência multidisciplinar do projeto “Cine Cult Manoel”.

Este projeto propõe o uso do cinema como recurso pedagógico para uma abordagem mais ampla dos temas transversais, de forma a potencializar as possibilidades de aprendizagem, reflexão, lazer e enriquecimento cultural do aluno. Além disso, visa atuar como alternativa para tornar o período noturno mais atraente, contribuindo assim para a redução da evasão escolar característica desse turno.

Nesta primeira experiência, os alunos assistiram ao filme “Escritores da Liberdade”, um drama de 123 minutos baseado no livro publicado em 1999, nos EUA, escrito a partir dos diários de classe dos alunos da classe 203 do Programa de Integração do Colégio Woodrow Wilson, em Long Beach, Califórnia.

O filme permitiu aos professores a abordagem dinâmica e abrangente de várias questões transversais, tais como: o preconceito racial, a intolerância, a injustiça social, a desmotivação e a falta de respeito ao próximo. Cada professor contribuiu para a discussão do filme a partir do horizonte teórico de sua disciplina. Professor Adeilson Santos abordou o segregacionismo e a intolerância a partir do evento do Holocausto evocado no enredo da trama por uma prática de bullying em sala de aula. Professor Matheus Ribeiro discutiu conceitos de território, espaço, relações de poder e identidade, a partir do cenário de conflitos entre as gangues rivais de alunos e a partir do método pedagógico desenvolvido pela professora Erin Gruwell, que é interpretada pela atriz Hillary Swank. Por fim, o professor Jorge Henrique discutiu o papel pedagógico da Literatura como ferramenta libertadora, propiciadora da construção de novos saberes, de novas perspectivas de mundo e da própria reconfiguração da identidade do sujeito.

Os alunos e outros professores se sentiram motivados a participar da discussão ativamente. Muitos apresentaram suas observações acerca de aspectos do filme que lhes despertaram o interesse e enriqueceram o debate. A noite se tornou curta para tantas intervenções. As discussões, no entanto, não se encerraram nesta sexta-feira, cada professor envolvido desenvolverá com seus alunos atividades nas próximas aulas, a fim de consolidar os conhecimentos associados a cada área de atuação.

O projeto, que iniciou de forma positiva, realizará uma sessão de cinema como esta, envolvendo professores de diversas disciplinas, na última semana de cada mês até o final do ano letivo. Até lá, o projeto deverá ser motivo de reflexão, debate e avaliação nos encontros pedagógicos, a fim de que se possa identificar-lhe as falhas e a eficácia ou não de seus resultados, de modo que possa ser reformulado e mantido permanentemente como atividade pedagógica da escola.


Jorge Henrique Vieira Santos 

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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

O cemitério do bairro ou o bairro do cemitério

Olá, amigos, em primeira mão, segue a belíssima crônica produzida no Colégio Estadual Manoel Messias Feitosa, em Nossa Senhora da Glória - SE, por ocasião das oficinas da Olimpíada de Língua Portuguesa "Escrevendo o Futuro", edição de 2014. Esta crônica, fruto do talento de Leonardo Breno e do trabalho competente de sua professora Carmem Almeida, foi selecionado pela comissão municipal e participou da etapa estadual da olimpíada. Vamos a ela:

O cemitério do bairro ou o bairro do cemitério

No intermédio daquela mureta, alva como a neve, o portão sucateado e as árvores mágicas contrastavam os seus tons vermelho sangue com a cor opaca daquela sepultura, sem vida, a não ser pela presença de insetos por ali.

Lembro, e muito bem lembrado, o espanto e a curiosidade do  povo que se sentia delegado por um dia quando por ali passou o sepultamento do temido pistoleiro que tinha traçado em suas mãos seu destino pós morte. Será que alcançou redenção? E o da beata daquela igrejinha que sonhava abraçar seu Mestre e nem imaginava que a eternidade seria apenas o começo.

O cemitério olhava em silêncio as pessoas que ali passavam. Às crianças ele gerava medo dos fantasmas que imaginavam haver naquele lugar, e a outros, uma oportunidade de trabalho. O coveiro caduco, que nem sente mais emoção ao enterrar mais um corpo sem vida; a lavadeira, que sustenta os seus com o término da vida, lavando e secando as sepulturas com panos imundos, e os espertos funcionários da casa paroquial, esses sim lucram com a desgraça alheia. E o dono da funerária? Que explora os sentimentos da família que perde um ente querido,aumentando o preço das urnas fúnebres. Pois é, a vida não perdoa, mesmo quando nem se tem mais vida!

Acidade cresceu em torno do cemitério que se perdia em meio às casas e ao sol ardente de meio dia, mas sempre lembrado pela mãe que perdeu o filho e pela jovem moça que ficou viúva no auge da juventude.

Mas quando chegava a primavera, a escuridão fugia para a luz prevalecer na frente do indescritível cemitério, no sorriso da garotada que manipulava com as fracas e finas mãos o fruto das árvores e molhava as pessoas que por lá passavam. Mesmo vindo uma xinga “da peste”,o sorriso infantil e inocente não saía da cara dos moleques, até que o velho guardador de corpos em decomposição chegava, acabando com a festa fora de época.

As folhas do raro jacarandá dançavam ao balançar dos ventos e ao ritmo das melodias fúnebres que consolavam as tristes lágrimas. Árvores que marcaram a minha vida, que marcam ainda o cemitério, que por sua vez, nomeou o bairro: Bairro do Cemitério! Ironicamente rebatizado como Nova Esperança. Que esperança é essa? Será que é de reviver? Ou, quem sabe, apenas poder abraçar o pai no dia dos pais, ou dar um beijo de gratidão na mãe que se foi sem despedidas para jamais voltar, e, ainda assim, na esperança de um reencontro... E a nova esperança se renova diariamente, todo dia, sem cessar.

Depredadas pelo tempo, as misteriosas árvores de origem europeia nunca pararam de florescer, as crianças cresceram, o coveiro morreu, muitos ali foram enterrados, o portão foi trocado, foi retirada toda a majestade do cemitério, que cresceu até não caber mais. Mas as árvores permaneceram dançando e chorando, parecendo plebeias com brilho no olhar de uma rainha. E, vigiando o movimento da vida na morte, continuam a sorrir, dançar, chorar e amar.

Leonardo Breno

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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Dores e emoções de uma descoberta

Olá, amigos, segue mais um texto de memórias literárias produzido na Escola Municipal Tiradentes, em Nossa Senhora da Glória - SE, por ocasião das oficinas da Olimpíada de Língua Portuguesa "Escrevendo o Futuro", edição de 2014. Este é o texto de memórias que foi selecionado pela comissão municipal e participou da etapa estadual da olimpíada. Vamos a ele:

Baú da Lembranças

DORES E EMOÇÕES DE UMA DESCOBERTA

Faz muito tempo, mas como não trazer comigo as lembranças de momentos maravilhosos iguais aos que vivi nos tempos de garotinha? Embora minha infância não tenha sido das melhores, as emoções que experimentei são inesquecíveis. 

Em 1948, Nossa Senhora da Glória, no interior de Sergipe, estava em processo de desenvolvimento. As ruas não eram calçadas ainda, havia um pequeno comércio e o que predominava mesmo na paisagem era a vegetação. Isso explica porque antes de ser denominada com o nome da santa, a povoação era conhecida como Boca da Mata. 

Eu morava onde hoje é a praça da igreja matriz. Ali, naquela época, era um imenso terreiro. Havia apenas a igreja, fileiras de casas dos dois lados, e, na frente da igreja, um terreno por onde vinham as procissões, onde aconteciam as festas de reisado. Nessas festas as pessoas se deixavam contagiar pela música, abraçavam-se entusiasmadas, pois todos eram conhecidos, era uma grande alegria.  

Mãe Velha ia à missa aos domingos. Eu, é claro, a acompanhava, apesar de não gostar muito. Ia só para me livrar dos afazeres que Mainha me mandava cumprir. Em um desses domingos, se bem me lembro, Mainha não me deixou acompanhar Mãe Velha. Foi nesse dia que vivi as dores e emoções de uma descoberta. 

Era 9h da manhã, estava limpando o moringueiro, onde se guardavam os pratos para as refeições do dia a dia. De repente, ouvi um barulho estranho vindo da rua. Parecia até quando papai comia feijoada: bloc, bloc, bloc. Quando fui correr para ver o que estava havendo do lado de fora, BLAC! Acabei derrubando todos os pratos. Fiquei apavorada. Estava com medo do que havia do lado de fora, daquele barulho, e com mais medo ainda do que iria acontecer comigo quando Mainha chegasse e visse o que tinha feito com os pratos. Mesmo assim, a curiosidade cutucava meu juízo e queria ver o que estava acontecendo. Chegando lá fora, não sei que emoção tomou conta de mim, pois minhas pernas tremiam, minhas mãos gelavam, vi uma coisa estranha, meio assustadora. Naquele momento não sei se era medo mesmo o que sentia, ou surpresa pela visão de algo tão inexplicável. Tempos depois, vim saber o nome daquele troço: era um caminhão! Foi o primeiro caminhão a chegar à minha cidade. 

Esse foi o dia mais emocionante, marcante e dolorido da minha vida. Isso por dois motivos: primeiro, é claro, porque tive a emoção de presenciar a chegada do primeiro caminhão em Glória e segundo porque levei a maior surra por ter quebrado naquele dia todos os pratos que tínhamos em casa. Essas marcas trago até hoje.

Naquela época, Dona Marizete não tinha ideia do que era um caminhão, mas nossa cidade ainda era muito pequena, pouco desenvolvida, não havia ainda luz elétrica, água encanada, nem as crianças frequentavam a escola. Nessa entrevista, ela chegou a se emocionar ao lembrar esses fatos aparentemente pouco importantes, mas que, para ela, se tornaram inesquecíveis.  

Lorena Torres - 7ª C

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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Sessão Solene homenageia alunos e professores selecionados para a etapa estadual da Olimpíada de Língua Portuguesa

(Leonardo Breno, Francine de Jesus, Mateus Costa e Lorena Torres)

Na manhã desta segunda-feira, 13, realizou-se na Câmara Municipal dos Vereadores de Nossa Senhora da Glória, Sergipe, uma cerimônia em homenagem aos alunos que tiveram seus textos selecionados para a etapa estadual da 4ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa "Escrevendo o Futuro".

O evento foi uma iniciativa da Secretaria Municipal de Educação que, reconhecendo a importância da mudança de práticas didáticas estimulada pelas oficinas da OLP nas escolas brasileiras, decidiu premiar e reconhecer o mérito pelo trabalho realizado por professores e alunos glorienses até essa etapa da olimpíada. 

Na solenidade, os representantes do poder público presentes, Secretário Municipal de Cultura, Secretária Municipal e Educação e Prefeito fizeram questão de ressaltar que a participação efetiva de professores e alunos do processo da Olimpíada de Língua Portuguesa contribui significativamente para a melhoria do ensino da leitura e escrita nas escolas públicas glorienses e enfatizaram que integrar o seleto grupo de cidades semifinalistas é uma grande honra para um município tão pequeno do interior do nordeste, por isso esse trabalho continuará sendo incentivado.

Foram homenageados na solenidade:

  • Na categoria Poema, com o trabalho "Minha Cidadezinha", a aluna Francine de Jesus Santos e sua professora Marize Moura dos Santos Silva, da Escola Municipal Antônio Francisco dos Santos;
  • Na categoria Memórias Literárias, com o trabalho "Dores e Emoções de Uma Descoberta",  a aluna Lorena Andrade Torres e seu professor Jorge Henrique Vieira Santos, da Escola Municipal Tiradentes;
  • Na categoria Crônica, com o trabalho "O Cemitério do Bairro ou Bairro do Cemitério", o aluno Leonardo Breno dos Santos e sua professora Carmem Silva de Almeida, do Colégio Estadual Manoel Messias Feitosa;
  • Na categoria Artigo de Opinião, com o trabalho "Que a ganância não destrua o verde que ainda resta", o aluno José Mateus da Costa Silva e seu professor Jorge Henrique Vieira Santos, do Colégio Estadual Manoel Messias Feitosa.


A cidade de Nossa Senhora da Glória participa da Olimpíada desde sua 1ª edição oficial, em 2008, obtendo resultados positivos. O aluno Jean Marks, orientado pelo professor Jorge Henrique, obteve medalha de prata nessa 1ª edição e o aluno Samuel Santos, orientado pela professora Carmem Almeida, também obteve medalha de prata na 3ª edição, ocorrida em 2012. Ambos na categoria Artigo de Opinião.

Agora em 2014, os glorienses já festejam o resultado obtido na etapa estadual. O aluno José Mateus da Costa Silva do Colégio Estadual Manoel Messias Feitosa, orientado pelo professor Jorge Henrique Vieira Santos, teve seu artigo de opinião selecionado para participar da etapa regional, ou seja, já garantiu a medalha de bronze e está na disputa pela prata e pelo ouro. 

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sábado, 30 de agosto de 2014

Quem vende o voto não pode reclamar

Olá, amigos, segue mais um artigo de opinião produzido no Colégio Estadual Manoel Messias Feitosa, em Nossa Senhora da Glória - SE, por ocasião das oficinas da Olimpíada de Língua Portuguesa "Escrevendo o Futuro", edição de 2014. Vamos a ele:

PONTO DE VISTA

QUEM VENDE O VOTO NÃO PODE RECLAMAR


A compra de votos é algo muito comum durante o período em que se realizam as eleições. Através dela os políticos que detém maior poder econômico conseguem influenciar um grande número de eleitores, interferindo dessa forma nos resultados finais. Ou seja, acabam por ganhar as eleições de maneira não ética.

Segundo o último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cidade de Nossa Senhora da Glória, em Sergipe, possui cerca de 34.000 habitantes. Na última eleição, realizada em 2012, o Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE) divulgou que neste município há aproximadamente 22.000 eleitores. É indiscutível que todas essas pessoas têm o direito de escolher seus representantes e exercer a sua liberdade democrática sem sofrer más influências. Assim, o ideal é que as eleições sejam um processo limpo e ético.

Entretanto, em todas as eleições, candidatos mal intencionados visitam as casas de famílias e oferecem dinheiro, favores e objetos, prometendo a esses cidadãos que, se forem eleitos, irão realizar melhorias nas áreas da educação, saúde e segurança. Segundo se sabe, em 2012, durante as eleições municipais aqui em Nossa Senhora da Glória, houve denúncias de compra de votos por parte de ambos os candidatos que concorreram às eleições. Essa prática, que vem se repetindo já há muitas eleições, mostra não apenas a deslealdade do candidato para com os seus opositores, mas, principalmente, para com os seus eleitores, pois cada um tenta passar à frente por meios fraudulentos.

Do outro lado da questão, as pessoas menos esclarecidas, acreditando, naquele momento, que seus problemas serão resolvidos, acabam caindo na lábia desses candidatos e acham que essa foi a melhor escolha que podiam fazer. Como consequência, tornam-se corruptas tanto quanto aqueles que lhes ofereceram as vantagens.

Sem dúvidas, a partir do momento em que o cidadão vende seu voto passa a não ter o direito de cobrar ao candidato que este cumpra suas obrigações de seu representante, quais sejam: realizar as promessas que foram feitas na campanha. Além disso, agindo dessa forma, o eleitor está trocando o bem estar de toda a comunidade em que vive pelo seu benefício próprio.  Assim, os problemas da comunidade persistem e o cidadão fica na mesma situação até as próximas eleições.

Do meu ponto de vista, se o eleitor não conhece um candidato, não está de acordo com suas propostas, ou desconfia de seu caráter, existem outras opções, até protestar votando em branco ou nulo, mas não se deve vender o voto, pois fazendo isto o eleitor estará prejudicando o seu direito de cidadão e, ao contrário do que pensa, não estará tirando proveito algum dessa situação. Sem dúvida, vivendo na sociedade em que vivemos e conhecendo as pessoas como conhecemos, todos podem ver que essa conduta não leva a nada, porque é algo que vemos acontecer de forma constante e é justamente isso que gera o caos que presenciamos na saúde, na educação e em outras áreas. Essa prática não favorece a ninguém, pois todos acabam sofrendo e arcando com as consequências.

Enfim, a sociedade, como um todo, deve melhorar, é preciso pensar na  coletividade e não apenas nas vantagens pessoais, pois a situação em que vivemos não é a ideal para ninguém. Para mudar efetivamente esse quadro, de um lado, os representantes devem agir com mais lisura, a fim de desenvolverem melhor seu papel e atenderem aos anseios dos cidadãos e do outro, os cidadãos devem também ser éticos e não venderem seu voto, para que possam cobrar de seus representantes as melhorias necessárias.

Bárbara Silva - 3º D

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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Preservar é crescer

Olá, amigos, segue mais um artigo de opinião produzido no Colégio Estadual Manoel Messias Feitosa, em Nossa Senhora da Glória - SE, por ocasião das oficinas da Olimpíada de Língua Portuguesa "Escrevendo o Futuro", edição de 2014. Vamos a ele:

PONTO DE VISTA

Preservar é crescer

Moro em Nossa Senhora da Glória, interior de Sergipe, sertão. Vegetação predominante de caatinga, com pouco mais de 34 mil cidadãos. Apesar de ainda pequena, é uma cidade que chama a atenção pelo seu desenvolvimento. Destaca-se também por uma atração turística especial: sua feira livre. 

A feira de Glória é conhecida em toda a redondeza, até fora do estado, não somente por seu tamanho, sua formação e organização, mas pela sua diversidade de produtos e feirantes.

No entanto, nos últimos anos, essa feira vem perdendo notoriedade, o que é lastimável, pois além de importante economicamente, é um patrimônio cultural do município. Um dos motivos desse declínio está na rivalidade entre lojistas e feirantes, que disputam espaço e clientela. Os lojistas almejam que se concretize um projeto que julgo prejudicial à cidade: passar a haver duas feiras semanais, uma na quarta-feira e outra no sábado, como ocorre tradicionalmente. Dentre as razões apresentadas para o projeto, fica evidente a aproximação entre a administração municipal e os lojistas.

Com mais um dia de feira, os lojistas se beneficiam, pois o fluxo de pessoas por feira enfraquecerá, já que as pessoas virão em dias diferentes. O arrecadado por dia diminuirá e muitos feirantes, por necessidades econômicas e condições de trabalho, deixarão essa ocupação. Menos consumo, menos reputação, menos feirantes. Rapidamente, a feira de Glória deixará de existir. A única coisa que irá aumentar será as vendas nas lojas.

Não culpo as empresas de Glória de quererem se beneficiar com a mudança. Em um meio tão egoísta, como o comércio, isso é natural. O problema é que esse favorecimento é injusto, desonesto e prejudica a grande maioria: feirantes e turistas. Se algo é contrário à maioria, é, necessariamente, antidemocrático, logo, essa mudança ofende valores político-sociais.

Quem é a favor dela afirma que os lojistas têm uma parcela de importância bem maior na economia da cidade. Além disso, assim como os feirantes, também tiram do comércio seu sustento. Essa é uma visão superficial da questão. Tais argumentos até podem parecer válidos, no entanto, quem conhece como eu as entrelinhas da questão sabe que, na prática, não é bem assim que acontece.

Inicialmente, o lucro bruto gerado pelo comércio fica nas mãos de seus proprietários, que seguem normalmente seu estilo de vida burguês, sem nada de relevante acrescentar à cidade. Em segundo lugar, não discordo que os empresários dependem de suas empresas, no entanto, um ocasional menor lucro líquido não será motivo para que fechem suas lojas. Finalmente, mas não menos importante, os feirantes vendem seus produtos tradicionalmente apenas no sábado, enquanto os empresários têm todos os dias úteis para seus negócios.

Cabe ressaltar também que, lamentavelmente, uma feira do porte da de Glória provoca inevitáveis problemas, como um trânsito mais denso e o aumento do trabalho infantil. Existem formas de amenizar ou solucionar tais problemas e isso é dever da prefeitura, mas não cabe expor aqui. No entanto, se houver outra feira, dobrarão também os problemas gerados por elas.

Além do mais, atentemos para o lado humano da questão. As oportunidades nos centros urbanos são maiores que no rural, de onde a maioria dos feirantes vem. Como se não bastasse, esses que fazem a feira existir semanalmente uma vez têm um dia de labuta intenso, inadequado, de acordo com a lei. Trabalham a madrugada inteira e o dia seguinte, sob sol e chuva, em condições precárias de abrigo – barracas rudimentares feitas de plástico, que muito facilmente alteram sua temperatura sob influência do meio externo onde “curtem” a sexta-feira à noite, a espera do sábado. Sem esquecer o transporte que utilizam: carrocerias de caminhões. Todas essas dificuldades são enfrentadas com vigor, em busca do sustento de suas famílias, do mínimo para a sobrevivência.

Um exemplo é o de Dona Maria, 54 anos, 42 de feira. Mãe viúva de cinco filhos, sendo três menores de idade. A renda da casa vem totalmente das vendas na feira. Ao questioná-la sobre a mudança, disse-me: “sou contra a mudança. Meu trabalho já é muito cansativo uma vez por semana. Para manter o ganho, teria que vir os dois dias eu não suportaria, teria de procurar outra forma de sustento, e com essa idade seria muito difícil”.

Por fim, tanto o patrimônio cultural que representa quanto as vidas envolvidas nele seriam afetados negativamente com essa medida. Diante de tudo isso, como não ser contrário à mudança na feira de Glória? Não posso aceitar que algo assim seja feito sem manifestar o meu protesto.

Felipe Ferreira - 3º Ano E

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terça-feira, 26 de agosto de 2014

PEQUENAS, PORÉM VALIOSAS

Olá, amigos, publicaremos também neste espaço alguns artigos de opinião produzidos pelos alunos do Colégio Estadual Manoel Messias Feitosa, em Nossa Senhora da Glória - SE. Esses artigos foram elaborados por ocasião das oficinas da Olimpíada de Língua Portuguesa "Escrevendo o Futuro", edição de 2014. Vamos ao primeiro deles:

PONTO DE VISTA

PEQUENAS, PORÉM VALIOSAS

Moro numa pequena cidade do interior de Sergipe que tem crescido muito nos últimos anos. Nossa senhora da Glória localiza-se no alto sertão sergipano. Atualmente, a capitão do sertão, como é conhecida, possui uma população de pouco mais de 34 mil habitantes.

Com sua economia baseada na agropecuária, minha cidade conta com quatro indústrias de leite e, além disso, várias fabriquetas de base familiar espalhadas por todo seu território. Sem dúvidas, cada uma carrega um pouco da história do nosso município.

É justamente sobre essas fabriquetas que discutirei. É delas que várias famílias tiram seu sustento, mas nos últimos dias o risco de serem fechadas está tirando o sono daqueles que lutam arduamente para garantir o pão de cada dia, provavelmente por não saberem como ficarão suas famílias, caso sejam impedidos de fabricar e de vender o queijo coalho, por sinal, muito apreciado na região.

De um lado estão “os grandes”, afirmando que os produtos oriundos das fabriquetas trazem malefícios à saúde do consumidor por serem feitos sem o devido cuidado com a higiene, ou dizem que elas atrapalham as indústrias, impedindo-as de crescer como deveriam e de levar o nome do nosso município para fora do estado. Do outro lado estão “os pequenos”, que lutam por sua sobrevivência, contribuindo para que a nossa cultura sobreviva, através da preservação do modo tradicional de fabricação do queijo coalho, que vem sendo passado de geração para geração, tornando o município ainda mais conhecido justamente por esse produto lácteo.

Pessoalmente, acho que os malefícios que podem ser causados à saúde do consumidor são mínimos, já que são provenientes de bactérias vindas do modo rústico de fabricação, comparados aos produtos químicos utilizados por algumas indústrias. Sem esquecer que o crescimento das indústrias é algo indiscutível, e, consequentemente, o nome da nossa cidade cresce junto com elas. As fabriquetas não impedem esse crescimento, já que seus produtos são vendidos apenas nas redondezas dos povoados onde estão localizadas, ou na feira livre do nosso município.

Ao invés de fechá-las e de impedir que o cansado homem do campo leve alegria para sua casa, através do alimento posto em sua mesa, o governo deveria investir em palestras e cursos para ensiná-los como fazer o beneficiamento do leite da maneira correta, tomando os devidos cuidados desde o rebanho até a produção, e fazendo tudo de maneira limpa, higiênica, tanto das pessoas que trabalham quanto do local onde são fabricados os queijos, assim como dos utensílios utilizados nessa fabricação.

Incentivar o funcionamento das fabriquetas é cultivar a nossa cultura, uma vez que a produção é toda de maneira artesanal, a mão de obra é de base familiar, e o modo de fabricação é passado de pai para filho.

Sou totalmente a favor do funcionamento das fabriquetas e incentivo a produção do nosso queijo coalho, que representa a marca da nossa cidade. Estimulá-las é resgatar e preservar a nossa cultura local.

Essas fabriquetas, sem dúvidas, fazem sobreviver em nosso município os agricultores familiares, através da comercialização desses produtos. Seus consumidores pertencem às mais variadas classes sociais. Observa-se que muitos deles, ao provarem o nosso queijo coalho, fazem reviver velhas lembranças, por exemplo, de seus avós, e isso estabelece traços de uma identidade cultural.

É notório que essas fabriquetas detêm um grande valor social, cultural e econômico. Enfim, é preciso preservá-las, e à nossa cultura, apoiando seu funcionamento, já que vivemos em um mundo cada vez mais tecnológico, que tem deixado de lado aquilo que aprendemos com nossos avós.

Álvaro Sousa - 3º Ano F


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sexta-feira, 8 de junho de 2012

A Pipa, o Bispo e o Azul

*Ericles da Silva Santos

Ouvi barulho e vozes crescentes, um zum-zum-zum empesteava o assentamento onde moro. Quanto mais pedalava, mais me embrenhava num corre-corre alucinado: meninos, mulheres, todos corriam para a frente do barracão. Que enxame é esse? Que cabrunco está acontecendo?

Era o Pipa! De novo o Pipa? Dessa vez ele tinha ido longe demais. Estava no alto do pau de sebo, quase pendurado no topo. Aquele mastro tinha sido colocado ali dois dias antes. A festa ia acontecer no final de semana: algodão-doce, corrida de ovo e pau de sebo.

“Desce daí, seu doido!” Uns jogavam areia, pedras...

O Pipa era mestre na arte de fazer papagaio. Quando não estava na roça ajudando os pais, estava viajando nas asas das pipas. Ele se isolava. Dizia que gostava da solidão. Solidão a três: ele, a pipa e a imaginação... Logo eram seis e depois eram muitos...

Era diferente. Era mesmo feio. Chamava-o de louco. Particularmente, ele tinha algo que me fascinava. Vez em quando soltava um sorriso azul.

O artista de caçar passarinho e criar pipas estudava comigo, e na mesma sala. Outro dia, na escola, o professor falou do filho mais ilustre da nossa cidade: Arthur Bispo do Rosário. Um misto de desapego e curiosidade tomou conta da turma. Pipa foi um dos que deram uma chance ao professor. Ouviu tudo atentamente. O professor falou da importância de a gente incorporar o Bispo como elemento nosso. Ele lhe disse que somos conterrâneos do homem e desconhecíamos sua obra, o seu valor, a sua história. “As pessoas passam pela estátua do Bispo, na entrada da cidade, e falam mal, e como falam mal: louco, preto, feio e pobre”.

Então ele nos pediu que acrescentássemos a palavra “gênio”.

— Gênio?

Aí o Pipa gritou: “Louco, preto, feio, pobre e gênio!” E riu! Riu tanto que tumultuou a aula. Subiu na carteira e foi só presepada, muganga. Imitava o Bispo do Rosário, com altas doses de esquizofrenia.

“Quer levar um sopapo, menino? Está ficando mais besta ainda. Deve ser a escola!
Já disse que Jamerson nunca foi bom da cabeça. E está piorando!”, gritava o pai, meio desesperado.

“Não ligo, não! Sei que não sou gênio, mas sinto dentro de mim que sou diferente, que vejo muito diferente dos meus irmãos. Eles não me perdoam por isso. Só minha mãe. Ela é a minha Nossa Senhora, sempre generosa.”

“Desce daí, meu filho! Você vai acabar matando sua mãe! Gente, ajude aí! Meu Pipa é sonâmbulo. Ele está é dormindo.”

Quando me viu no meio da multidão, fez cara de súplica. Não me fiz de rogado! Joguei a bicicleta e desbravei aquele pau de sebo. Não tive dificuldade. Aquele mastro já me conhecia. Agarrei o meu amigo pela cintura, a multidão uivou, berrou, decepcionada.

Parecia um anjo de olhos cerrados. Tremia os lábios, soltava gaitados. Na mão esquerda uma pipa azul. Resmungou. Abraçou-me. “Quem é que está aí? Qual é a cor da minha aura?”

*Aluno da Escola Municipal Vereador João Prado, Japaratuba – SE.

Crônica vencedora da Olimpíada de Língua Portuguesa “Escrevendo o Futuro” – 2010.

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Aprovação na UFS - o resultado da dedicação e do trabalho



Professor Denival Araújo
Quero parabenizar aos vestibulandos glorienses pela excelente aprovação no vestibular UFS/2012, fato que se inscreve nas páginas da história deste município tão sofrido, que por muitos anos fora abandonado pelas autoridades, especialmente quando se trata de EDUCAÇÃO. Posso falar isto com precisão cirúrgica, haja vista viver nesta cidade por quase três décadas e ser não só um professor do quadro efetivo da rede pública desde o inicio dos anos 90, mas também ser um daqueles que tem lutado por uma educação de qualidade.

Acredito que a frase já bem cristalizada pelas pessoas - "contra fatos não há argumentos" dá a tônica de uma substancial melhoria deste quadro, haja vista tudo que vem acontecendo no âmbito educacional. Não quero aqui usar minha fala como uma defesa às mesmas autoridades que governam esta Cidade e este Estado desde sempre, que não estão" nem ai" para a educação dos nossos filhos, mas falo em nome de alunos, de professores, de movimentos sociais, da sociedade civil organizada e de tantas outras pessoas que somam forças para pressionar e exigir de quem tem a competência de governar para que façam cumprir a Constituição Federal, que assegura em um dos seus artigos uma educação igualitária e de qualidade para TODOS. 

Sublinho que tais conquistas não são frutos da bondade dos políticos partidários, mas o resultado DA LUTA, DO SUOR E DE MUITAS LÁGRIMAS de quem não se dobra diante de uma pequena ELITE de pessoas cujo desejo é a manutenção desta sociedade desigual e corrupta, onde o filho do trabalhador deve apenas servir e se contentar com a "senzala", enquanto eles permanecem na "casa grande".

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sábado, 27 de junho de 2009

Ainda sobre a Olimpíada de Língua Portuguesa

Finalmente, terminei a edição dos vídeos que registram alguns momentos marcantes vividos por mim e pelo meu aluno Jean Marcks na 1ª Olimpíada de Língua Portuguesa "Escrevendo o Futuro". No primeiro vídeo temos a Etapa Semifinal ocorrida em São Paulo, entre 17 e 19 de novembro de 2008; No segundo, a Etapa Final, ocorrida em Brasília - DF, nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro de 2008.





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domingo, 14 de junho de 2009

Ninguém faz um casamento melhor do que o do “Mané”

Casamento de Matuto
No Nordeste é tradição.
Em todo canto eu escuto
Um padre fazer sermão
E o pai da noiva obrigar
O malandro a se casar,
Pois bolinou na "mulé".
É tudo um divertimento,
Mas ninguém faz casamento
Melhor do que o do “Mané”.


Com o casamento caipira
Do nosso “Mané Missia”
Todo mundo se admira.
Quem vê se encanta e copia,
Pois a festa é uma beleza,
Não tem lugar pra tristeza.
Digo a verdade e dou fé,
Sem nenhum constrangimento,
Pois não há um casamento
Melhor do que o do “Mané”.


O folclore sergipano
É lindo de admirar
E do sagrado ao profano,
Um pouco de tudo há,
Pois o povo desse chão
Mantém sua tradição
Com garra e com muita fé.
E é por isso que eu sustento
Que não há um casamento
Melhor do que o do “Mané”.


Eu já vi muita festança
Em Sergipe, meu Estado:
Samba de coco, chegança,
Vi quadrilha, vi reisado,
São Gonçalo e Cacumbi,
Bumba-meu-boi eu já vi
E vi muito arrasta-pé,
Mas de meu conhecimento
Nunca vi um casamento
Melhor do que o do “Mané”.

(Jorge Henrique, 11 de junho de 2009)

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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Festejos Juninos do CEMMF


Veja mais fotos como esta em Colégio Estadual Manoel Messias Feitosa


Hoje, 12 de junho, aconteceu a culminância do 1º Pega Pa Capá do Colégio Estadual Manoel Messias Feitosa, em Nossa Senhora da Glória - SE, com o tradicional Casamento de Matutos do Manoel.

O Pega Pa Capá consistiu numa sequência de atividades que o colégio realizou para marcar o início das comemorações juninas. Ao longo de duas semanas as turmas do colégio foram agrupadas em duas ou três para formarem as equipes que participariam da gincana. Cada equipe encarregou-se de pesquisar um aspecto temático dos festejos juninos: comidas típicas, crendices juninas, os santos festejados, o Casamento de Matutos, as quadrilhas, o universo caipira.

Na quinta-feira, 11 de junho, às 10 horas da manhã, foi iniciado o evento com uma gincana junina que envolveu toda a escola. As equipes montaram suas barracas juninas nas quais organizaram estandes para a exposição de seus trabalhos e envolveram-se na execução das tarefas da gincana: concurso da rainha do milho, corrida de sacos, corrida do ovo, corrida de três pernas, a escolha do melhor casal de forrozeiros, a escolha da melhor poesia matuta, concurso de paródias, subida no pau de sebo, dentre outras atividades.

E hoje, 12 de junho, aconteceu a culminância do projeto com a realização do Casamento de Matutos do Manoel.

O Casamento de Matutos do Colégio Estadual Manoel Messias Feitosa, em Nossa Senhora da Glória - SE já se encontra em sua 11ª edição. A idéia surgiu como uma possibilidade de integrar os funcionários da escola numa atividade festiva que, além da diversão, contribuisse para a valorização da cultura junina. Com o passar dos anos, o evento cresceu e envolveu alunos e comunidade. Hoje, o casamento consiste num cortejo de mais de 50 carroças enfeitadas que desfilam pelas principais ruas da cidade convidando a todos para assistirem a encenação que acontece na própria escola, no retorno do trajeto. A cidade para, literalmente, para assistir e brincar com os participantes.

Casamento do Mané


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domingo, 31 de maio de 2009

Bio-repórter entrevista Antônio de Gerino

Neste episódio do Bio-repórter, Jornal da Biodiversidade, os alunos Vanessa Moura e Givanilson Gouveia entrevistam Antônio de Gerino, proprietário de uma pequena reversa do bioma caatinga em Nossa Senhora da Glória-SE.

Bio-repórter entrevista Antônio de Gerino

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sábado, 30 de maio de 2009

Bio-repórter entrevista o artesão Véio

O Bio-repórter, Jornal da Biodiversidade, é fruto de um trabalho desenvolvido pelos alunos do 3º Ano G do Colégio Manoel Messias Feitosa, em 2007, sob a orientação do professor Jorge Henrique para integrar as atividades da III Mostra do Meio Ambiente do referido colégio. O trabalho consistiu na publicação de um pequeno jornal sobre a biodiversidade do bioma caatinga, numa Mostra dessa biodiversidade intitulada BIODEFENSORES, envolvendo flora e fauna locais, e num vídeo documentário produzido pelos alunos. Abaixo temos um trecho do vídeo em que o aluno Givanilson Gouveia entrevista o artesão Véio, que fala sobre a bioiversidade do bioma caatinga e sobre as espécies em extinção no município de Nossa Senhora da Glória - SE. Em seguida, temos a versão impressa do jornal que foi produzida e distribuída no dia da Mostra.


Bio-repórter - O jornal da Biodiversidade



Bio Reporter Final
Publish at Scribd or explore others: Study Guides, Notes, School Work biodiversidade bioma

Obs.: Clique no ícone do canto superior direito da janela para visualizar o documento em tela cheia.

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sexta-feira, 24 de abril de 2009

Música de compositor gloriense no Festival Atalaia - Tons e Sons de Sergipe!


Luiz Tiago - Compositor e intérprete



A música “Tempo Certo“ (Música e Letra: Luiz Tiago Vieira Santos - Arranjo: Davidson) está pré-classificada para o FESTIVAL ATALAIA - TONS E SONS DE SERGIPE.

Pré-selecionada entre 500 músicas inscritas, a música “Tempo Certo“ enche de orgulho todos os glorienses.

Até o dia 08 de maio ela pode receber votos para que possa integrar as dez finalistas do festival.

Clique na figura abaixo, ouça a música e vote quantas vezes quiser!


VOTE!

Vamos levar estes glorienses à final para que a Capital do Sertão Sergipano possa brilhar também na música desse Estado.

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Eita Manoel Messias que dá gosto!


O Governo do Estado de Sergipe vai homenagear alunos da rede pública aprovados no vestibular


Nesta quarta-feira, 4, a partir das 19h, no Clube do Banese, bairro Coroa do Meio, em Aracaju-SE, o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Educação (SEED), prestará uma merecida homenagem aos alunos da rede pública estadual aprovados no vestibular 2009. E mais uma vez, o Colégio Estadual Manoel Messias Feitosa, de Nossa Senhora da Glória, estará sob os holofotes, dando novamente motivos de orguho para o povo gloriense.

Serão oferecidos troféus não apenas aos alunos, mas também às escolas e aos Polos do Pré-Universitário que se destacaram no processo seletivo da Universidade Federal de Sergipe. Neste vestibular foram aprovados 2.242 alunos provenientes da rede pública de ensino.

A cerimônia iniciará com a entrega de troféus para as três escolas da rede estadual que se destacaram em número de alunos aprovados no PSS, da UFS:

1º lugar - Colégio Estadual Dom Luciano, de Aracaju, com 67 aprovações;
2º lugar - Colégio Estadual Murilo Braga, de Itabaiana, com 45 aprovações;
3º lugar - Colégio Estadual Manoel Messias Feitosa, de Nossa Senhora da Glória, com 39 aprovações.

Em seguida, virá a premiação dos três Pólos do Pré-Universtário campeões em aprovação: 1º lugar - Polo instalado no Colégio Murilo Braga, de Itabaiana, com 75 aprovações; 2º lugar - Polo sediado no Colégio Estadual Abelardo Romero, em Lagarto; 3º lugar - Polo do Colégio Severino Uchoa, na capital, com 50 aprovações.

A premiação dos alunos aprovados será oferecida aos três melhores do ensino regular, os três melhores do curso Pré-Universitário e os cinco que obtiveram a primeira colocação nos seus cursos. Dentre esses últimos, está o aluno João Paulo Santos Silva, do Colégio Estadual Manoel Messias Feitosa (Glória), que foi aprovado em 1º lugar no curso de Letras Português/Licenciatura.


É importante que se diga que esses resultados, além do mérito justo dos alunos que os conquistaram, são frutos dos esforços, do trabalho, da dedicação e da competência de uma categoria profissional que sempre é lembrada pelos percalços que encontra em seu caminho, uma categoria que demonstra diariamente seu valor e importância na construção de um país melhor e mais digno, uma categoria a quem quase nunca sao prestadas as merecidas e devidas homenagens, mas que se constitui na primeira instância das mudanças que se almejam numa sociedade: Os digníssimos e honrados PROFESSORES, a quem devoto os meus mais sinceros aplausos.

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Quem viu o Mateus que balance, que dance, que encante













*Evellyn de Almeida Santos


“O reisado é uma coisa muito bonita de ver... E de dançar! A gente tem o maior prazer de brincar, a gente esquece o mundo, as amarguras da vida. Quando ouço o Mateus, figura do reisado, gritar, o meu coração explode... Sinto uma descarga e o corpo começa a balançar.

A cabeça também balança. Se é para contar, falar um pouco do meu lugar, deixe eu me sentar.”

Direta, franca, engraçada, com um jeito solto, especial, uma risadinha aqui, uma gargalhada acolá, que a brincante do reisado de São José da Caatinga, dona Marilene Moura, 68 anos, mergulha nas suas memórias.

“Antigamente tudo isso aqui era só caatinga, areia alvinha... Casas de palha e taipa. Poucas eram de tijolos. Não tinha energia, nem água encanada. A gente ia pegar água no poço, onde hoje é a Fonte da Juventude. Agora, não! Hoje é só abrir a torneira que a água cai como cachoeira.

As ruas eram de barro. Muito mato e muita areia. Mato misturado com areia, misturado com as casas. Mato, areia, casas eram um quadro só, um quadro com as cores da pobreza. Comer carne, arroz! Só dia de domingo, e olhe lá! A gente comia era candunda (espécie de peixe pequeno), barbudo (camarão pequeno) e os peixes que a mamãe pescava – era isso com farinha. As panelas eram de barro, frigideiras também. Eu lavava os pratos numa agdá – tipo de bacia de barro – com água que pegava do poço.

Sabonete, xampu, creme dental, essas coisas eram caras na época. Lá em casa não tinha, o banho era com água e sabão de lavar roupa. No cabelo se passava vaselina, brilhantina. Sabe o que é isso? É um tipo de pasta, uma banha, como se fosse cera de polir carro. Ela deixava os cabelos umedecidos, como um tapete bom de alisar.

Coisa era pra dormir. Dormiam duas ou três pessoas na mesma cama. E eram bem rústicas, eram de cordas trançadas, chamávamos de cama de vento, de vara, com esteira por cima, que servia de colchão. Dormia com meu irmão numa cama só. Nossas roupas eram de chita (um tipo de tecido), usávamos também umas anáguas, o calçado era tamanco, feito de madeira com tira de napa. Agora nossa vida é outra. Tudo mudou, e a chita, só quando vamos brincar reisado.

O Natal era festejado nas ruas, tinha leilões, rodas-gigantes, carrossel, barcos. Tinha feirinhas e as frutas da caatinga: ‘cambucá’, ‘quaresma’, ‘canela de véio’. Havia também os doces mágicos de dona Zilina: amendoim torrado, dentro de barquinhos, casinhas confeitadas de crepom e laminado.

E após a missa lá vinha o mestre Juarez com seu reisado... O Mateus era o mestre e o mestre se foi. E é a gente que balança esse estandarte verde e escarlate.”

*Texto de Memórias com o qual a aluna Evellyn de Almeida Santos, da Escola Municipal Vereador João Prado - São José da Caatinga - Japaratuba-SE, recebeu medalha da prata na Olimpíada de Língua Portuguesa “Escrevendo o Futuro” – 2008.

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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Aprovação histórica na UFS - CEMMF está em festa!

(Estes são alguns dos aprovados, cujas fotos estavam disponíveis no orkut)

No mínimo, 35 aprovações no vestibular da Universidade Federal de Sergipe.

Alunos matriculados regularmente em 2009:

Alzira Sousa Dantas Vieira
Antônio Zito de Lima Santos
Camila Feitosa Torres
Carlos Henrique Oliveira
Cibele Silva Queiroz
Cleidiane Andrade Freitas
Érica Menezes Correia
Flaviane Oliveira Santos
Geniclésio Costa Goes
Islaine Vieira Alves
Jailsson Silva Lima
Jean Marks da Costa
Jéssica Barreto R. Anjos
Jéssica da Silva Sousa
João Paulo Santos Silva
José Izael da Costa Andrade
Juciene Feitosa da Silva
Júlio César dos Santos
Kaique Gomes Almeida
Leociley Rocha A. Almeida
Miguel Ângelo T. Oliveira
Olívia Vitória Mota Oliveira
Paulo César Santos Gomes
Ramon Diego Câmara Rocha
Ramonielle Lima Aragão
Rodrigo Lima Aragão
Tamara Gomes dos Santos
Tawanderson R. B. da Mota
Thenisson Machado dos Santos
Thomaz Barbosa da Silva
Uanderson Martins Santos
Weslla Marcelina Dantas...

Alunos egressos

Lívia Adrielly
Givanilson Gouveia
Madson O. Fernandez
Ana Alice
Renan Lima
Maria Juliana
Marlíbia
Luiz Ancelmo


O Colégio Estadual Manoel Messias Feitosa, em Nossa Senhora da Glória – SE, está em festa, pois tem mais de 35 motivos para comemorar. O ano de 2008 será lembrado pelos que fazem o CEMMF como um ano de grandes eventos e grandes conquistas.

Nesse ano o colégio realizou uma grandiosa festa de comemoração aos 80 anos de Emancipação Política da cidade de Nossa Senhora da Glória, através da II Gincana Recreativa e Cultural “80 Anos de Glórias em Glória”.


Como se não bastasse, teve um de seus alunos (Jean Marcks) selecionado para a Etapa Final da Olimpíada de Língua Portuguesa “Escrevendo o Futuro”, na categoria “Artigo de Opinião”. Diga-se de passagem, o único aluno a ser selecionado em toda a rede estadual e um dos três alunos sergipanos que podem ostentar duas medalhas (prata e bronze) da 1ª olimpíada de Língua Portuguesa realizada no país.


E agora, para coroar um ano de grandes eventos e significativas vitórias, o CEMMF orgulha-se pela aprovação de, no mínimo, 35 alunos no vestibular da Universidade Federal de Sergipe. Digo “no mínimo” porque ainda não foi realizado um levantamento completo.


Vejam só, saímos de uma realidade em que contávamos nos dedos de uma das mãos o número de aprovados no vestibular em todo o município, há pouco mais de cinco anos, para uma situação em que apenas uma das escolas ainda não conseguiu realizar o levantamento de quantos alunos seus foram aprovados.


É importante ainda ressaltar que este é o resultado de uma escola pública. Resultado significativamente superior ao das escolas particulares e cursinhos pré-vestibulares da região. O CEMMF é uma das escolas estaduais de Sergipe que mais aprovaram alunos no vestibular da UFS – 2009.


Isso é mais um motivo de orgulho e é, sem dúvidas, a prova de que alguma coisa está mudando na educação pública em nosso município e em nosso país.

Parabéns aos alunos e a todos os professores e profissionais da educação de Nossa Senhora da Glória que contribuíram para esta vitória significativa da educação do sertão sergipano.

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

DESTRUIÇÃO DO PATRIMÔNIO PÚBLICO EM BENEFÍCIO DO PARTICULAR?

*Jean Marcks da Costa Nunes

Em um canteiro, passeio da Rua José Rodrigues da Silva, na cidade de Monte Alegre de Sergipe, houve redução de 12 metros de comprimento para facilitar a entrada de caminhões, carregados de ração para animal, em um salão construído recentemente.

Esse fato gerou uma polêmica: “Vale a pena destruir o patrimônio público para a construção de um salão comercial?”. Alguns respondem que sim, pois alegam que a construção do salão está gerando emprego, além de ampliar a circulação de produtos, como farelo e soja, naquela cidade, o que provoca barateamento deles.

Antes que perguntem: “Quem é esse para falar sobre esse assunto?”, vou adiantar-me e dizer que sou morador vizinho do tal salão. Além disso, sei que existe a Lei nº 8.625/93, que defende o patrimônio público.

Posso até concordar com o ponto de vista de alguns que são a favor, mas, com a destruição do canteiro e a construção do salão, as pessoas que moram na mesma rua não conseguem dormir direito por causa do barulho dos caminhões que chegam altas horas da noite para descarregar seus produtos. Além disso, fiz uma rápida pesquisa naquela rua com trinta moradores. Desses vinte e nove foram contra e afirmaram que houve falta de respeito para com os cidadãos e com o patrimônio público. Apenas um foi favorável, alegando que o dono do salão era seu amigo e que ele (o entrevistado) não tinha nada contra a obra realizada.

Sou contra, principalmente, porque estamos falando da destruição de um patrimônio que é nosso e que oferece (ou oferecia) algum tipo de lazer para as pessoas que habitam aquela rua. Além disso, houve omissão por parte do prefeito em relação ao caso, pois a população não foi avisada. Ademais, o promotor de justiça, Haroldo José de Lima, em caso parecido e que aconteceu na cidade de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, deixou em nota no site Jus Navigandi que esses espaços são de uso comum de todos, de acordo com o Código Civil Brasileiro, da mesma forma que mares, rios, estradas e praças (art. 66, I), não podendo, portanto, ser confundidos com bens de uso patrimonial do poder público (art. 66, III), acrescentando-se, finalmente, à categoria de bens públicos os chamados de “uso especial” para a população.

Em resumo, o canteiro foi destruído para a vantagem de certo comerciante, que, segundo um dos trabalhadores do próprio salão, oferece emprego em condições precárias e remuneração péssima. Soma-se a isso a opinião de alguns empresários. Eles afirmaram que existem inúmeros lugares mais convenientes para o estabelecimento de empresas, salões e indústrias que ofereceriam emprego aos moradores da cidade e não atrapalhariam o descanso e o lazer de pessoas que merecem respeito e uma boa noite de sono.

Artigo de opinião com o qual o aluno Jean Marcks da Costa Nunes recebeu medalha da prata na Olimpíada de Língua Portuguesa “Escrevendo o Futuro” – 2008.

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