quinta-feira, 26 de março de 2009

O poeta Jorge Henrique na II Antologia de Poetas Lusófonos


Será no dia 05 de abril de 2009, no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Vila da Batalha, Portugal, o lançamento da II Antologia de Poetas Lusófonos.

A cerimônia terá início às 15h30, nas Capelas Imperfeitas do Mosteiro, com a apresentação da Orquestra Filarmônica das Beiras. Em seguida, às 16h30, acontecerá a apresentação da II Antologia de Poetas Lusófonos, no auditório do Mosteiro de Batalha. Háverá um momento de poesia com a participação de vários poetas.

Depois do sucesso da I Antologia, que contou com mensagens de parabéns dos presidentes da República de Portugal e do Brasil, assim como do primeiro-ministro de Portugal, a editora Folheto Edições e Design, em parceira com várias associações e academias, de diversos países, entendeu levar a efeito a II Antologia.

Esse empreendimento objetiva promover a Língua Portuguesa, a lusofonia e os poetas que espalham suas veias inspiradoras nessa língua por todo o mundo.

A nova antologia apresenta, em quase 500 páginas, 134 poetas de 11 países: Angola, Brasil, Canadá, Estados Unidos da América, França, Índia, Inglaterra, Moçambique, Portugal, Suíça e Timor.

O poeta Jorge Henrique participa desta II Antologia com cinco de seus poemas: Poesia, Poética Romântica, Al(mas)gêm(e)as, Enquanto a Mão Tece o Poema e Alçando Voo na Voz.

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quarta-feira, 18 de março de 2009

O Desafio da Autoria

O Desafio Da Autoria

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Trabalho apresentado como pré-requisito na Disciplina Produção de Textos Didáticos, ministrada pelo professor Dr. Gláucio José Couri Machado no Módulo de Material Impresso do Curso de Mídias em Educação MEC/SEED/UFS.

Criação e Produção:
Jorge Henrique Vieira Santos e Matheus Ribeiro Costa

Argumento:
Matheus Ribeiro Costa

Roteiro e Edição:
Jorge Henrique Vieira Santos

Fotografias:
Verônica Almeida (convidada)

Softwares utilizados:
Adobe Photoshop 7.0, Comic Life 1.3.6 e Corel Draw X3.

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sábado, 7 de março de 2009

Nova ortografia




Olá,

Será que você já assimilou algumas das novas alterações gráficas de nossa Língua?

Gostaria de testar seus conhecimentos sobre o Novo Acordo Ortográfico?

Então siga os passos abaixo:

Clique nas bandeirinhas ao lado para fazer uma pequena revisão das principais alterações impostas pelo Novo Acordo Ortográfico.

Depois, clique no link abaixo, para fazer um teste de seus conhecimentos.

Boa Sorte!



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sexta-feira, 6 de março de 2009

Meu lado mulher


Frei Beto
Meu lado mulher se incomoda em receber mensagens apenas um dia por ano (8 de março), enquanto que meu lado homem se enche com 364 dias. Talvez seja necessária esta efeméride, dor recente de uma antiga cicatriz. Porque se vive numa sociedade machista: matrimônio, o cuidado do lar; patrimônio, o domínio sobre os bens.

O marido possui o carro, a casa e a mulher, que inclusive, em alguns países, incorpora o sobrenome da família dele. Ele exige que limpe a casa todo dia. Manda o carro para a oficina ao menor defeito. À mulher, ser multifacetado, cabe o dever de cuidar da casa, dos filhos, das compras e do bom humor do marido, que nem sempre se lembra de cuidar dela.

Meu lado mulher nunca viu o marido gritar com o carro, ameaçá-lo ou agredi-lo. Enquanto nem ela é sempre tratada com tanto respeito. Na Igreja Católica os homens têm acesso aos sete sacramentos. Podem até ser ordenados sacerdotes e, mais adiante, obter dispensa do ministério e contrair matrimônio.

As mulheres, consideradas pela teologia vaticana um ser naturalmente inferior, só têm acesso a seis sacramentos. Não podem receber a ordenação sacerdotal, mesmo tendo merecido de Jesus o útero que o engendrou; o seguimento de Joana, de Susana e da mãe dos filhos de Zebedeu; a defesa da mulher adúltera; o perdão da samaritana; a amizade de Madalena, primeira testemunha da sua ressurreição.

Meu lado mulher tem pavor da violência doméstica; do pai que assedia a filha, enviando-a a perdição da prostituição; do patrão que exige favores sexuais de sua funcionária; do marido que levanta a mão para profanar o ser que deu a luz a seus filhos.

Diante do televisor ou de um molho de revistas meu lado mulher se estremece: Cala a boca, Magda! Ela é burra, a imbecil que move as cadeiras no fundo do cenário, se mete na banheira do Gugu, se expõe na casa do brother, se associa à publicidade de cervejas e carros, como um adereço a mais de consumo.

Meu lado mulher trata de resistir diante do implacável jogo da desconstrução do feminino: tortura do corpo em academias de ginástica, anorexia para manter-se esbelta, vergonha das gorduras, das rugas e da velhice, entrega ao bisturi para que amolde a carne ao gosto da clientela da carnificina virtual, o silicone para ressaltar protuberâncias. E manter a boca fechada, até que haja no mercado um chip transmissor automático de cultura e inteligência que se possa enxertar no cérebro. E engolir antidepressivos para tratar de encobrir o buraco no espírito, vazio de sentido, ideais e utopia.

Meu lado mulher se esforça por se livrar do modelo emancipatório que adota, como paradigma, meu lado homem. Será que ela tenta não querer ser como ele. Navega em mares nunca dantes navegados, rumo ao continente feminino, onde as relações de gênero serão de alteridade, porque o diferente não se fará divergente. Aquilo que é só terá plenitude em interação com seu contrário. Como acontece em todo verdadeiro amor.

Fonte: ADITAL. Disponível online em: http://br.geocities.com/mcrost10/fb14.htm

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